sábado, 24 de setembro de 2011
"Eu canto quando estou sozinha, e não me importo com a afinação. eu faço caras estúpidas à frente do espelho. quando eu sinto saudades de alguém, eu imagino que é a minha almofada. eu só digo ‘que se foda a opinião dos outros’ porque quero que eles pensem que eu não ligo. eu não consigo sonhar de pés no chão. desejo coisas que nunca vou ter. importo-me com pessoas que não se importam comigo. eu julgo pessoas por julgarem outras. não sou educada nem vivo arrumada quando estou sozinha. não me importo se tu não gostas de mim, se eu também não gosto de ti. eu gosto de dormir para fugir aos meus problemas. não gosto de sentir medo, por medo de não ter ninguém para me abraçar. eu choro em filmes tristes. há gente que me faz sorrir, mesmo fazendo-me chorar. eu digo que quero esquecer, mas no fundo eu não quero. eu digo muitas coisas que eu não queria. eu faço muitas coisas que eu não faria se pensasse melhor. as vezes o luxo me sobe à cabeça. as vezes eu morro de rir de mim mesma, depois de chorar imenso. eu gosto de andar no meio de vários amigos, mesmo não gostando de alguns. eu sinto ciúmes das pessoas próximas a mim. eu só escrevo textos sobre mim quando me quero entender melhor … e no fim eu só entendo que sou mais complicada do que eu pensava."
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