segunda-feira, 26 de setembro de 2011

- Margarida Rebelo Pinto



"Poucos anos mais tarde vieram os disparates da adolescência. Tornou-se uma notivaga (...) Aquilo que a Naná desenvolveu foi uma memória construída, composta pela mistura de recordações vagas e imprecisas com as histórias que ouviu contar (...), tudo temperado a sonho, a desamparo, apimentado por uma ironia perante a crueza da realidade, ironia essa que a ajudou a crescer sem se sentir uma coitadinha. (...) Depois da morte do pai, algo endureceu profundamente dentro dela. Construiu um escudo de pragmatismo e de descrença perante a vida, como se assistisse à sua existência sem nunca descer do camarote e tornou-se uma mulher forte e desassombrada que atrai os homens como mel."

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